• Moodle
  • TNSJ
  • Serralves

O blogue da Biblioteca António Nobre, Biblioteca Escolar da Escola Secundária da Boa Nova – Leça da Palmeira, é um instrumento de atuação que deseja responder às necessidades de uma sociedade cada vez mais digital como aquela em que hoje vivemos e, simultaneamente, ajudar a minorar os constrangimentos provocados pela impossibilidade de se prestar um serviço presencial permanente.

23 setembro 2026

A beleza do outono…

11:10 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 A beleza do outono…



A pequena música do outono

        Há uma surpresa que nos espera quando partimos em busca da palavra «outono». Não a encontramos ancorada a qualquer ideia de declínio ou rendição, como provavelmente nos habituámos a pensar. Não é a renúncia resignada que nos revela a sua essência, nem a subtração nos ensina a sua gramática, nem a melancolia de uma qualquer despedida é a sua voz. Por surpreendente que possa parecer, o outono é o contrário disso. E há, certamente, uma importante conversão do olhar que nos vem pedida se quisermos seguir aquilo que Albert Camus escreveu, com delicadeza e desassombro, sobre o seu significado: «O outono é uma segunda primavera.» Acrescentando a justificação seguinte: «Nessa estação, cada folha se torna uma flor.».

        De facto, o termo latino autumnus (ou, na outra forma possível, auctumunus) descreve isso: um tempo de crescimento, uma época propícia à abundância e à maturação, uma esplêndida cartografia (de cromatismos, de formas naturais, de odores…) capaz de nos inspirar na aventura sempre recomeçada de viver. Ele está colocado sob a dourada égide do verbo augere, que fala de mérito, de recursos e de recompensa. No outono, assistimos à exposição fulgurante que a natureza faz das suas metamorfoses, expressando nessa dança de cambiantes o seu indómito desejo de existir, e mostrando que este se realiza na aceitação do modo sempre diverso com que a vitalidade se declina. Esse espetáculo da transformação dialoga com as mudanças que nós próprios experimentamos e que nem sempre sabemos conduzir. Para sermos os mesmos, muitas vezes. O outono – esse laboratório da vida táctil – exorta-nos e consola-nos. Não é por acaso que o símbolo do outono é uma cornucópia transbordante de frutos de toda a espécie.


José Tolentino Mendonça


Outono...

10:49 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 

Outono 


        O outono começou, no hemisfério norte, hoje, 23 de setembro, mais precisamente às 01: 04h. 

        Com ele iniciamos uma nova época: temperaturas mais amenas, dias mais curtos e noites mais longas, mais vento, mais folhas pelo chão, mas também a frutificação de diferentes espécies de plantas. A paisagem modifica e cobre-se de novas cores.

        É a época de renovar, de redescobrir, de reinventar…


21 setembro 2026

Chegaram novos livros!

11:40 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 Chegaram novos livros!



Venha visitar-nos!

Requisite um livro! Porque ler faz bem!

15 setembro 2026

Calendário Escolar

12:23 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 Calendário escolar





Porque pode ser útil, fica aqui o Calendário Escolar para o ano letivo 2026-2027:

Períodos Letivos

 

  • 1.º Período:
    • Início:15 de setembro de 2026 (Ensino Básico); 21 de setembro de 2026 (Ensino Secundário).
    • Fim: 18 de dezembro de 2026.

 

  • 2.º Período:
    • Início: 4 de janeiro de 2027.
    • Fim: 19 de março de 2027.

 

  • 3.º Período:
    • Início: 5 de abril de 2027.
    • Fim: 4 de junho de 2027 (9.º, 11.º e 12.º anos); 11 de junho de 2027 (7.º, 8.º e 10.º anos).

 

Interrupções Letivas (Férias)

 

  • Natal: 21 de dezembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027.
  • Carnaval: 8 a 10 de fevereiro de 2027.
  • Páscoa: 22 de março a 2 de abril de 2027

 


14 setembro 2026

Recomeçar...

10:46 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 

Recomeçar…



        Eis-nos de volta!

        É tempo de recomeçar, de definir os nossos objetivos para o novo ano letivo que se inicia, escolher os caminhos a trilhar, transformar as expectativas criadas em esperança, eleger novos projetos, enfim, abraçar a vida com entusiasmo!

 

        A todos um excelente recomeço!

        Bom ano letivo 2026-2027!

 

        E, mais uma vez, Miguel Torga ajuda neste recomeço com um belo e inspirador poema…

 

Sísifo

Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

 

Miguel Torga. Diário XIII.

 

16 junho 2026

Grande Pesca Sonora

14:24 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 Grande Pesca Sonora


        A Grande Pesca Sonora é um projeto multidisciplinar que associa a música ao teatro, às artes visuais, à literatura e à dança. Este projeto integra alunos de várias escolas do concelho, projetos comunitários e famílias e são orientados pelos músicos da OJM e formadores convidados.

        É já no próximo domingo, 21 de junho, que os nossos alunos irão atuar na Real Vinícola, em Matosinhos. Partindo do mote “Tempo para a Liberdade”, os alunos do Clube de Música darão o seu concerto pelas 18 horas. Esta atividade decorre de uma parceria entre o Projeto Cultural de Escola e o Programa Educativo desenvolvido pela Orquestra Jazz de Matosinhos.

        Apareça! A entrada é livre!


Quadras ao gosto popular

12:07 // by Biblioteca Escolar António Nobre // No comments

 Quadras ao gosto popular




        Em mês de Festas Populares (e por isso de manjericos, sardinhas, cantigas e danças) e para encerrar a atividade do blogue da Biblioteca António Nobre, nada melhor do que umas belas quadras escritas pelo nosso grande poeta Fernando Pessoa, que escreveu centenas delas dois anos antes de falecer. 
        De lembrar que Fernando Pessoa nasceu a 13 de junho, dia de Santo António, no ano de 1888, na cidade de Lisboa.

        Todas essas quadras foram selecionadas, organizadas e publicadas pela primeira vez em 1965 por George Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho sob o título de Quadras ao Gosto Popular


Aqui ficam algumas dessas quadras...


O manjerico comprado
Não é melhor que o que dão.
Põe o manjerico ao lado
E dá-me o teu coração.

Manjerico que te deram,
Amor que te querem dar...
Recebeste o manjerico.
O amor fica a esperar.

Manjerico, manjerico,
Manjerico que te dei,
A tristeza com que fico
Inda amanhã a terei.

A abanar o fogareiro
Ela corou do calor.
Ah, quem a fará corar
De um outro modo melhor!

Cantigas de portugueses
São como barcos no mar —
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

Meia volta, toda a volta,
Muitas voltas de dançar...
Quem tem sonhos por escolta
Não é capaz de parar.

Comes melão às dentadas
Porque assim não deve ser.
Não sei se essas gargalhadas
Me fazem rir ou sofrer.

Compras carapaus ao cento,
Sardinhas ao quarteirão.
Só tenho no pensamento
Que me disseste que não.

Dá-me um sorriso a brincar,
Dá-me uma palavra a rir,
Eu me tenho por feliz
Só de te ver e te ouvir.

Depois do dia vem noite,
Depois da noite vem dia
E depois de ter saudades
Vêm as saudades que havia.

Deram-me um cravo vermelho
Para eu ver como é a vida.
Mas esqueci-me do cravo
Pela hora da saída.

Disseste-me quase rindo:
"Conheço-te muito bem!"
Dito por quem me não quer.
Tem muita graça, não tem?

Deste-me um cordel comprido
Para atar bem um papel.
Fiquei tão agradecido
Que inda tenho esse cordel.

Dizem que não és aquela
Que te julgavam aqui.
Mas se és alguém e és bela
Que mais quererão de ti?

Entreguei-te o coração,
E que tratos tu lhe deste!
É talvez por 'star estragado
Que ainda não mo devolveste ...

Tens um livro que não lês,
Tens uma flor que desfolhas;
Tens um coração aos pés
E para ele não olhas.

Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem tinta.

Vi-te a dizer um adeus
A alguém que se despedia,
E quase implorei dos céus
Que eu partisse qualquer dia.

Linda noite a desta lua.
Lindo luar o que está
A fazer sombra na rua.
Por onde ela não virá.