Mais uma vez a leitura esteve em festa, no concelho de Matosinhos, com o Concurso Local de Leitura.
Foram 89 alunos de diversas escolas que, nos diferentes níveis de ensino, participaram neste concurso de leitura.
Parabéns à Íris e ao Rafael que tão bem representaram a ESBN!
Mas parabéns, também, a todos os alunos participantes!
“Ler, hoje, Camilo Castelo Branco”
A Semana da Leitura da ESBN realiza-se de 31 de março a 4 de abril.
Visita a Biblioteca!
Participa nas atividades promovidas pela Biblioteca António Nobre!
Realiza-se, amanhã, 28 de fevereiro, a fase final do Concurso Local de Leitura.
Este evento, que ocorrerá na Escola Secundária do Padrão da Légua, resulta de uma parceria da Biblioteca Municipal Florbela Espanca com as Bibliotecas Escolares do concelho de Matosinhos e tem como intuito principal promover a leitura nas crianças e jovens que frequentam as muitas escolas do concelho.
Dia do Livro Português
«O livro é, sobretudo,
um recipiente onde o tempo repousa.
Uma prodigiosa armadilha com a qual a inteligência
e a sensibilidade humana
venceram essa condição efémera, fluente,
que levava a experiência do viver
para o nada do esquecimento.»
Emilio Lledó, Los libros y la libertad
Celebrou-se, ontem, o Dia do Livro Português.
Esta efeméride foi criada pela Sociedade Portuguesa de Autores para destacar a importância do livro, da cultura e da língua portuguesa em todo o mundo.
A escolha do dia 26 de março para esta celebração prende-se com o facto de, neste dia, em 1487, se ter imprimido o primeiro livro em Portugal: o “Pentateuco”, em hebraico.
O primeiro livro escrito em português foi impresso no Porto, dez anos depois, a 4 de janeiro de 1497. Produzido pelo primeiro impressor luso, Rodrigo Álvares, o livro tinha o título de “Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto”.
A primavera
chegou à Biblioteca António Nobre!
Celebra-se, hoje, o equinócio da primavera, o primeiro dia da nova estação, que ocorreu às 9h01 – nesse preciso momento, o Sol estava na vertical sobre o equador da Terra e nasceu quase exatamente a leste e pôs-se a oeste.
A partir desta quinta-feira, entra-se oficialmente na primavera e ganha-se uma média de 4 minutos de sol por dia até 21 de junho, o solstício de verão.
Hoje o dia vai durar o mesmo que a noite!
Existem duas alturas em que o dia e a noite têm quase exatamente 12 horas de duração cada: uma em março e outra em setembro, ambas chamadas de equinócio. Como o planeta Terra tem uma órbita irregular em torno do Sol, essas datas variam de um ano para outro: a primeira ocorre entre 20 e 21 de março e a segunda entre 21 e 23 de setembro.
O fim do inverno no hemisfério norte corresponde, no hemisfério sul, ao início do outono.
Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.
Miguel Torga
Olhos postos na terra, tu virás
no ritmo da própria Primavera,
e como as flores e os animais
abrirás as mãos de quem te espera
Eugénio de Andrade
Quando tornar a vir a Primavera
Talvez já não me encontre no mundo.
Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente
Para poder supor que ela choraria,
Vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma cousa:
É uma maneira de dizer.
Nem mesmo as flores tornam, ou as folhas verdes.
Há novas flores, novas folhas verdes.
Há outros dias suaves.
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.
Alberto Caeiro in "Quando Vier a Primavera"
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do Mar
Está-se a Primavera trasladando
em vossa vista deleitosa e honesta;
nas lindas faces, olhos, boca e testa,
boninas, lírios, rosas debuxando.
De sorte, vosso gesto matizando,
natura quanto pode manifesta
que o monte, o campo, o rio e a floresta
se estão de vós, Senhora, namorando.
Se agora não quereis que quem vos ama
possa colher o fruto destas flores,
perderão toda a graça vossos olhos.
Porque pouco aproveita, linda Dama,
que semeasse Amor em vós amores,
se vossa condição produz abrolhos.
Luiz Vaz de Camões
Já se afastou de nós o Inverno agreste
Envolto nos seus húmidos vapores,
A fértil Primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste.
Varrendo os ares o subtil Nordeste,
Os torna azuis: as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros e Amores,
E toma o fresco Tejo a cor celeste.
Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo.
Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quando me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
Manuel Maria Barbosa du Bocage, in Sonetos







