José Saramago - cidadão
Numa palestra / diálogo, quinta-feira, 23 de abril, falamos sobre José Saramago - cidadão, mas também sobre a importância da arte e de como as diferentes artes se podem entrecruzar, completar, enfim, dialogar.
E, por isso, o encontro teve momentos diferentes: um primeiro momento musical, com o Rodrigo Geraldes, depois uma bela síntese que define Saramago, com o Nicolas Gaspar. Em seguida, uma conversa com a Dra. Fátima Matos, da Associação Ar Evento, que privou de perto com José Saramago e veio partilhar essa sua experiência, e ainda dois artistas plásticos (Marco Dias, pintor e Luciano Brito, artesão com papel). Esta conversa pretendeu destacar, sobretudo, o facto de Saramago ser um escritor que dizia “Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar.”, uma pessoa que sempre se preocupou com a condição humana, que nunca aceitou a resignação nem a negligência e que sempre lutou pela liberdade. Um homem solidário e generoso. Um homem preocupado com o outro.
E todas estas características foram salientadas até porque temos, cada vez mais, de as valorizar.
Não nos deixemos conformar, façamos como Saramago e “vivamos desassossegados”, tornemo-nos mais humanos. Essa será a nossa grande tarefa, a grande tarefa dos jovens, quase adultos...
E porque a música cura a alma (pensemos em Blimunda) e sempre nos eleva, deixamo-nos, então, atingir pela elevação da música e pela força das palavras que foram proferidas.








0 comentários:
Enviar um comentário